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Os alunos de escolas municipais que alcançaram os melhores resultados no Prêmio Sefin de Finanças Públicas foram homenageados, na tarde desta terça-feira (29/11), durante a cerimônia da premiação. Realizada no Teatro São José, a solenidade contemplou 36 estudantes de unidades públicas e privadas. Ao todo, 16 discentes da Rede Municipal estiveram entre os vencedores. O secretário adjunto da Educação, Jefferson Maia, e a secretária municipal das Finanças, Flávia Teixeira, participaram da entrega dos prêmios. Também esteve presente o titular da Coordenadoria de Articulação da Comunidade e Gestão Escolar (Cogest) da SME, Joelson Moura.

Com o tema “O tributo e sua função redutora das desigualdades socioeconômicas”, esta edição do Prêmio reuniu 150 escolas públicas e privadas de Fortaleza, totalizando o número de 7.337 inscrições. Uma comissão julgadora, composta por profissionais de diversas instituições, escolheu os projetos divididos nas categorias I - Desenho, para alunos do 1º ao 4º ano; II - Poema, para estudantes do 5º ao 8º; e III - Redação (texto dissertativo- argumentativo), para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio. Foram selecionados os três melhores trabalhos de cada ano do ensino fundamental.

Conforme previsto no edital, os professores-orientadores também foram condecorados com o incentivo financeiro no valor de R$ 1 mil por cada trabalho premiado. A oportunidade que beneficia educandos e educadores vem, mais uma vez, afirmar a relevância de estimular a educação fiscal no Município, segundo o secretário adjunto da Educação, Jefferson Maia.

“Ficamos muito felizes, como agentes públicos que colaboram para o desenvolvimento de Fortaleza, de ter um teatro refletindo sobre a educação fiscal e, ainda, premiando os nossos tesouros da Rede Municipal”, comemora Jefferson. O secretário ressalta também que a iniciativa “planta uma sementinha” e aproxima a juventude da consciência de cidadão do município.

Flávia Teixeira, titular da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), fez coro à avaliação. Para a gestora, o momento representa a culminância de um trabalho realizado durante todo o ano letivo para fortalecer a conscientização estudantil acerca dos tributos. “Com o tributo, a gente distribui renda, tira de quem tem mais para ofertar serviços públicos a quem tem menos. Quando um grupo escolar é conscientizado sobre isso, é uma contribuição para gerar mais desenvolvimento para a nossa cidade”, diz, concluindo: “esse prêmio não aconteceria sem a dedicação dos professores!”

Professora Edivânia Barbosa orientou os trabalhos das estudantes Rebeca Silva, Sophia Louise e Eduarda Camelo

Esta dedicação pode ser medida pela presença de Edivânia Barbosa, professora da Rede Municipal, que subiu três vezes ao palco com a vitória de três alunas. Professora da Escola Municipal de Tempo Integral (ETI) José Aroldo Cavalcante Mota, no bairro Barroso, este já é o segundo ano em que ela recebe o incentivo financeiro. “Esse prêmio é extremamente importante e motivador para o professor e, principalmente, para o estudante. Por meio dele, o aluno aprende que pagar tributos é essencial para o desenvolvimento de políticas públicas”.

Entre as 717 redações inscritas para o Prêmio Sefin, Eduarda Camelo, de 14 anos, conquistou o primeiro lugar do pódio do 9º ano. Com a orientação da professora Edivânia, a aluna acredita que “sem este apoio, não teria conseguido”. “Além de incentivar a leitura, a escrita e o conhecimento sobre a política de finanças, este prêmio é uma realização para mim! É a primeira vez que estou participando, e ganhar o primeiro lugar logo de cara é incrível”, celebra a discente que utilizou a escrita para falar sobre o papel da política e dos tributos na redução das desigualdades.

A implementação de políticas públicas é uma das bases para a melhoria da vida em sociedade. Este foi o tema retratado por Luiza Vitória Oliveira Santos, educanda do 2º ano da Escola Municipal Raimundo de Sousa Mangueira, no bairro Jardim Iracema. “Eu fiz um desenho sobre uma mulher e um homem. Na ilustração, o homem era rico e a mulher era pobre, mas quis mostrar que os dois devem ter acesso à alimentação, à educação pública e aos outros direitos”.

Com os olhos cheios de lágrimas, a mãe Dayane Sharon acompanhou a premiação de Luiza e celebrou a conquista da filha. “É uma sensação maravilhosa participar disso! Ela é muito esforçada. Tem gente que fala mal da escola pública, mas o ensino é maravilhoso! Essa iniciativa da Prefeitura é muito importante, pois incentiva a criança e a família a aprender sobre cidadania”, finaliza, provando que a ideia de multiplicar a educação fiscal tem repercutido, também, nos lares dos estudantes.