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A Secretaria Municipal da Educação (SME) realiza nesta sexta-feira (03/06), na Universidade de Fortaleza (Unifor), o I Seminário de Psicomotricidade Relacional. Na ocasião, profissionais do Centro Internacional de Análise Relacional (CIAR) e professores da rede municipal de ensino debatem a eficácia dos métodos psicomotricistas no desenvolvimento educacional dos alunos da rede municipal de ensino.

A Psicomotricidade Relacional é a intervenção terapêutica e preventiva que oferece à criança e ao adolescente um espaço de liberdade, autenticidade e legitimação de sentimentos, por meio do brincar espontâneo e simbólico. O método, aplicado em estudantes do 1º e 2º anos, visa a resolução de conflitos inconscientes, a descoberta de potencialidades e a evolução nos planos sócio-relacional, cognitivo e psicoafetivo, possibilitando assim o bem estar pessoal.

A professora psicomotricista da escola Maria Liduina Corrêa Leite, Ofélia Pessoa, que atende cerca de 200 crianças por semana, com sessões que duram, em média, uma hora, comenta sobre a importância do respeito e plena acolhida do aluno pela escola. "Realizamos rodas de conversa para saber do contexto social em que os alunos estão inseridos, seus medos... Além disso, os deixamos livres para brincadeiras, que acompanhamos através da observação da expressão corporal da criança e da atenção aos sinais que ela transmite. Depois disso, iniciamos uma desaceleração através de um convite a reflexões, para que voltem à sala de aula de forma mais equilibrada e menos agressiva", explica.

A Diretora do CIAR em Fortaleza, Isabel Bellaguarda, destaca a Psicomotricidade Relacional como importante ação pedagógica complementar das atividades escolares. "Realizar um trabalho sólido na base da educação de um sujeito gera resultados que reverberam em todos os estágios da sua vida. Buscamos ferramentas que desencadeiem na criança a possibilidade do sucesso, que reascendam o ler e escrever. Educamos a criança por inteiro", disse.

O Diretor Geral do CIAR, Leopoldo Vieira, descreve a Psicomotricidade Relacional como ação de promoção da cidadania e da transformação social. "Através da espontaneidade e criatividade trabalhadas, a criança passa a se expressar e superar medos, mostrando quem ela é. Ela se sente reconhecida e vai construindo-se como sujeito", destaca.

Para o Coordenador do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal da Educação e Presidente do Conselho Municipal da Educação, Carlos Eduardo Araújo, o grande objetivo do Seminário é oportunizar um espaço de socialização do projeto piloto de Psicomotricidade nas escolas. "As grandes contribuições na sala estão sendo a motivação do aluno em querer ir para a escola, a diminuição significativa da agressividade e o afloramento da sensibilidade, além de uma ligação afetiva e emocional com professores e colegas de turma. É um avanço postural em diversos aspectos, que nos mostra o aumento da autoestima desses alunos e, consequentemente, dos índices de aprendizagem", ressalta.

O Seminário segue até as 17h com mesas temáticas sobre a técnica.