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Toda terça-feira é dia de postagem de novo conteúdo preparado pela equipe do Serviço de Psicologia Escolar, da Secretaria Municipal da Educação (SME). Nesta semana, a série de materiais traz com temática o Autismo, em alusão ao Dia de Mundial de Conscientização ao Autismo, celebrado no último dia 02 de abril.

Vale destacar que os conteúdos, divulgados semanalmente, são voltados à promoção da saúde mental da comunidade escolar, com o propósito de reforçar e complementar o trabalho de escuta, orientação e fortalecimento dos vínculos e bem-estar, desenvolvido pelos profissionais psicólogos da Rede Municipal de Ensino.

Confira as importantes informações, elaboradas pelas psicólogas Karinne Alcântara (CRP 11/02234) e Renata Coutinho (CRP 11/15010).

 

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Autismo é a expressão comumente utilizada para descrever um grupo de desordens do desenvolvimento do cérebro, hoje conhecidos como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), que se caracterizam, basicamente, por dificuldade de comunicação social \ socialização e comportamento. Recebe o nome de espectro (spectrum) porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai da mais leve a mais grave. Embora todas as pessoas com TEA apresentem tais dificuldades, o comprometimento nos indivíduos se apresenta em intensidades diferentes, podendo manifestar-se em conjunto ou isoladamente.

Em geral, o transtorno se instala nos três primeiros anos de vida, quando os neurônios que coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. Essas características podem ser observadas desde o nascimento ou tornarem-se visíveis ao longo do desenvolvimento. Já as manifestações na adolescência e na vida adulta estão correlacionadas com o grau de comprometimento e com a capacidade de superar as dificuldades seguindo as condutas terapêuticas adequadas para cada caso desde cedo.

O diagnóstico de autismo traz sempre sofrimento para a família inteira. Por isso, as pessoas envolvidas – pais, irmãos, parentes – precisam conhecer as características do espectro e aprender técnicas que facilitam a autonomia e a comunicação da criança e o relacionamento entre todos que com ela convivem.

Um marco na vida das famílias das pessoas com autismo foi a Lei 12.764\2012, quando estas passam a ser consideradas pessoas com deficiência, usufruindo de todos os direitos lá estabelecidos. Dentre eles: Benefício da Prestação Continuada (BPC) ou LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social); Passe Livre; atendimento prioritário, dentre outros. Temos ainda em Fortaleza o Estatuto Municipal da Pessoa com Deficiência, Lei Nº 10668 DE 02/01/2018.

Muitos questionamentos povoam a mente dos pais, mães e responsáveis de pessoas com TEA. Por conta disso, é essencial a orientação familiar, para que os envolvidos possam encontrar saída para as angústias e dúvidas que surgem no processo. Em primeiro lugar, é importante sanar todas as dúvidas com o médico responsável pela criança ou adolescente, pois o mesmo é dotado de informações que elucidarão todas as etapas vivenciadas por toda a família. Além disso, ele saberá quais os recursos necessários para que a criança ou adolescente desenvolva suas potencialidades e tenha uma melhor qualidade de vida. É importante que o tratamento seja precoce, pois isso irá facilitar no desenvolvimento cognitivo, psicomotor e social da pessoa com TEA.

Além disso, é imprescindível a ajuda de um psicólogo, não só para a criança ou adolescente, mas para toda família, com o objetivo de proporcionar o preparo e o equilíbrio que deverão ser necessários ao longo da caminhada. Esse acompanhamento possibilita que todos encarem esse momento com sensatez, força e esperança de que os tratamentos irão oferecer condições para que a criança ou adolescente viva melhor e desenvolva suas potencialidades. Outra ferramenta importante é o compartilhamento e interação da família com outras que passam pelas mesmas situações. Com isso, a terapia em grupo torna-se um momento de acolhimento e de escuta.

A parceria da família com a escola também é extremamente importante, pois esse acompanhamento irá durar toda a jornada escolar da criança ou adolescente. É essencial a comunicação entre os responsáveis e os agentes da comunidade escolar, a fim de que as necessidades da criança ou adolescente (seja qual o espectro de autismo for: do leve ao severo) sejam atendidas. Além disso, os professores da Sala de Recursos Multiprofissionais irão acompanhar a criança individualmente, desenvolvendo atividades específicas para eles e fazendo esse diálogo com a família. Essa parceria será essencial para o bom desenvolvimento da criança na escola.

Para quem não convive com pessoas com autismo, a dica é sentir um pouco desse universo por meio dos filmes que abordam a temática, tais como: Farol das orcas; Rain Man; Um amigo inesperado; Atypical; Amor no espectro. Os dois últimos são séries na Netflix.

 

>>> Alunos com deficiência na Rede

A Rede Municipal de Ensino de Fortaleza oferece aos alunos com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com Altas Habilidades/Superdotação o pleno acesso à educação no âmbito da escola comum.

A fim de garantir o direito inalienável à educação para todos, a Prefeitura organiza diferentes ações que englobam a implementação e a oferta de serviços para a Educação Inclusiva, como profissionais do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que desenvolvem atividades planejadas e de acompanhamento dos alunos; profissionais de apoio, que realizam o acompanhamento dos alunos com deficiência; Salas de Recursos Multifuncionais (SRM); entre outras ações.

Os alunos com deficiência podem ser matriculados em qualquer unidade da Rede municipal, ao longo do ano letivo, basta que o pai ou responsável procure a unidade mais próxima da sua residência.