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Dia “D” do Projeto EJA Presente na Escola Terezinha Parente promove programação para mobilizar e incentivar alunos

 

 

 
 
Música, palestra motivacional e mensagem de estímulo aos estudantes fizeram parte da programação do Dia "D" do Projeto EJA Presente, realizado na noite desta terça-feira (12/02), na Escola Municipal Professora Terezinha Parente, no bairro Curió (Distrito 6). A ação faz parte das atividades de mobilização que ocorrem ao longo da semana, com o objetivo de ampliar o número de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O secretário adjunto da Educação, Jefferson Maia, acompanhou as atividades, que contou com o acolhimento da banda da escola Som Azul e a palestra “Você Nasceu para Dar Certo”, com o professor Herlon Valeres. 

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O secretário adjunto, Jefferson Maia, pontua que, atualmente, a Rede Municipal possui possui cerca de 12.500 alunos matriculados na EJA e, com o projeto, a meta é aumentar o número para 15 mil ainda em fevereiro. Ao todo, a Rede conta com 84 polos que atendem a modalidade. "A Busca Ativa é uma das ações de maior força do projeto, que já está sendo realizada pelas próprias escolas, por meio do contato pessoal, telefônico, redes sociais ou por parentes que estudam na Rede. A ideia é ampliar novos polos da modalidade conforme a demanda de matrículas", reforça o gestor.  
 
Na avaliação do diretor Adriano Nascimento, o Projeto EJA Presente vai potencializar ainda mais as matrículas. "Atualmente, temos mais de 300 alunos matriculados na EJA. Sentimos que o projeto tem motivado os alunos a retomarem os estudos. Ao meu ver, a modalidade cumpre uma função social da escola, ao oferecer aprendizagem a quem havia parado de estudar", considera.
 
Recomeços
Aos 50 anos, a diarista Raimunda Gomes é um exemplo de muitos alunos da EJA que acreditam que nunca é tarde para realizar sonhos. Ela concilia os estudos com o trabalho, os cuidados com os dois filhos, o marido e a casa, mas, mesmo depois de toda maratona diária, à noite está na sala de aula. O desejo de retomar os estudos veio depois de uma frustração pessoal, quando teve que fazer uma prova para concorrer a uma vaga de trabalho e não sabia escrever. 
 

"Quando passei essa vergonha, pensei que nunca é tarde para aprender e comecei a estudar. Apesar das críticas das pessoas de achar que eu não vou chegar a lugar nenhum por causa da minha idade, eu tenho esperança que vou conseguir um trabalho estável. Aprender é um troféu para mim, conquisto isso diariamente com luta e dedicação. Sei que se aprender a ler e escrever, eu tenho tudo", defende. 

 
Entre as barreiras enfrentadas pelo músico Manassés Loamy, de 18 anos, para estudar na EJA, lidar com o preconceito das pessoas foi um dos que ele considerou mais difícil. O jovem repetiu o 5º ano e acabou se atrasando nos estudos. Hoje, com suporte familiar, a realidade mudou e ele diz que reconhece a importância de se dedicar e concluir os estudos. "Agora me sinto realizado, pois pensava que nunca ia conseguir. Com a EJA é mais fácil, me deu ânimo de acreditar que eu posso concluir e, futuramente, quem sabe, passar em uma universidade, no curso de Música. Estou feliz também porque, através da EJA, consegui um emprego na área de música em um projeto da escola", celebra Manassés, otimista com o futuro.