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[NOVEMBRO GESTOR] Confira a entrevista com a diretora Alice Pinheiro (Distrito 3)

 

Em um mês de homenagem, comemorando o Dia do Diretor Escolar, a Secretaria Municipal da Educação (SME) realiza a campanha Novembro Gestor, para compartilhar experiências de diretores dos 6 Distritos de Educação.  

Vinda de uma família de professores, a diretora Alice Pinheiro, da Escola Municipal João Paulo I (Distrito 3) sabe a importância de valorizar a formação pedagógica planejada e executada pela sua equipe de professores. Já são 17 anos na educação, destes, 5 como diretora, superando casos de indisciplina, hoje inexistentes, e somando histórias de apoio e superação. Alice é a quarta entrevistada da série Novembro Gestor.

 

Confira a entrevista completa:

- Quais características da sua personalidade você acredita que melhor a definem hoje?

Sou uma pessoa extremamente comprometida, dedicada e determinada. Tudo o que eu assumo, mesmo tendo os desafios a serem superados e por mais difícil que seja, eu não desisto, eu continuo.

- Como você agrega e traz essas características da sua personalidade para o ambiente escolar? 

Eu consigo fazer com que essas características influenciem no trabalho do grupo. Nós temos laços afetivos, mas, antes de tudo, somos profissionais e todo mundo consegue se conscientizar do seu papel enquanto professor, enquanto funcionário da limpeza, e o trabalho consequentemente flui de uma maneira leve e legal, onde cada um consegue realizar seu trabalho com compromisso, com dedicação e com empenho.

- O que a motiva como profissional a seguir nesta carreira desafiadora? 

Eu venho de uma família de professores, a minha mãe é professora e também já foi gestora. O que me estimula é ver os resultados do nosso trabalho. Quando cheguei nessa escola, em 2013, tínhamos uma baixa proficiência do 2° ano; hoje, nós conseguimos elevar. Então, isso tudo já é o resultado do nosso trabalho. Mesmo eu sendo gestora e tendo que ver toda a questão administrativa, o meu foco mesmo é no pedagógico. Então, juntamente com as coordenadoras, acompanho de perto o trabalho que é feito com os professores, desde o momento do planejamento até a execução em sala de aula. Também procuro criar esse vínculo com os alunos, conheço cada estudante pelo nome. Tenho conseguido firmar uma parceria com as famílias e faço questão de estar presente no horário de entrada e de saída para conversar com cada um quando necessário. Tudo isso nos aproxima mais dos alunos e das famílias pela parceria que é firmada. Isso gera bons resultados.

- Lembra de algum caso que marcou sua trajetória como diretora? 

Quando chegamos em 2013, nós tínhamos muitas dificuldades de comportamento de crianças que não tinham respeito nem pelos professores nem pelos gestores. Além da dificuldade de aprendizagem. Então, durante esses cinco anos, a gente conseguiu estabelecer uma relação de respeito. E hoje, posso afirmar tranquilamente que não enfrentamos mais problemas graves de indisciplina. Isso pra mim foi uma mudança que a gente consegue perceber claramente. Outro caso que me encanta é o fato de como as crianças recebem as outras crianças com necessidades especiais. Eles realmente são incluídos nessa perspectiva de relacionamento, de cuidado. Temos aqui quase 30 crianças especiais, dentre elas, cadeirantes. Então, no momento do recreio são esses alunos que ajudam uns aos outros.

- Quais as principais estratégias desenvolvidas por você na gestão escolar? 

O meu foco é no pedagógico. Porque a gente faz com que não tenhamos uma turma foco, entendemos que todas as turmas são importantes, desde o Infantil até o 5° ano. O que a gente faz é ter duas coordenadoras que se dividem para acompanhar as turmas. Uma coordenadora acompanha as turmas do Infantil IV ao 1° ano do Ensino Fundamental, e a outra coordenadora acompanha as turmas do 2° ao 5° ano. E esse acompanhamento é feito com um planejamento minucioso, levando em conta as habilidades esperadas para cada disciplina, em cada série. A gente faz esse acompanhamento com cada professor para avaliar as estratégias que deram certo e as que precisam ser melhoradas. Quando a gente realiza as avaliações da SME e os simulados, a gente percebe onde os alunos estão encontrando dificuldades, para continuar propondo intervenções para que eles melhorem naqueles conteúdos. E isso é feito em todas as séries, porque o que pretendemos é dar autonomia aos professores para que eles criem suas rotinas de trabalho, que já vem sendo feito de estar acompanhando, analisando os resultados e indicando cada vez mais ações positivas em prol de uma educação de qualidade.

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