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Pais e professores do Distrito 4 participam de encontro pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo

 

Em comemoração ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, as escolas municipais do Distrito de Educação 4, Casimiro Montenegro, Ari de Sá Cavalcante, Monteiro Lobato e Zélia Correia reuniram familiares e professores da Sala Comum e Atendimento Educacional Especializado para uma troca de conhecimentos e experiências. Com o tema "Família e escola: parceria fundamental para construção de uma sociedade inclusiva", houve uma sensibilização sobre a importância da parceria entre família e escola, com ênfase nas experiências relacionadas à inclusão social de pessoas com TEA.

Dentre os temas abordados, estratégias relacionadas ao pleno desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens com deficiência incluídos nas escolas comuns. Foram abordados, ainda, conceitos básicos da Neuroeducação como potencializadores das aprendizagens de nossos alunos.

Os temas foram explorados pela professora do AEE da Escola Municipal Jacinto Botelho, Marisa Ribeiro de Araujo, doutora em Educação Brasileira, especialista em Psicopedagogia, Atendimento Educacional Especializado, pós-graduanda em Neuroeducação e mãe de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O encontro contou, também, com o depoimento da senhora Lucilene Viana, mãe de dois filhos com TEA - Raul Viana, de 9 anos, aluno da EM Ari de Sá, e Arnaldo Viana, de 24 anos, universitário. Lucilene fez um relato emocionante acerca de seus desafios, lutas, deveres e direitos, bem como os desafios para o ingresso e permanência de seu filho na universidade. Em sua fala, ela enfocou que "adulto com autismo também necessita de apoio de equipes multidisciplinares para sua efetiva inclusão em sociedade".

Entre os convidados, também estavam presentes alunos com TEA, entre eles, o estudante do 8º ano na EM Zélia Correia, Ricardo Moura, de 16 anos.

O encontro foi encerrado com um chá da tarde. Para todos os participantes, ficou a mensagem de que a luta é árdua, porém prazerosa e gratificante.

“Estudar autismo é ter nas mãos um “laboratório natural” de onde se vislumbra o impacto da privação das relações recíprocas desde cedo na vida. Conviver com o autismo é abdicar de uma só forma de ver o mundo [...]. É pensar de formas múltiplas e alternativas sem, contudo, perder o compromisso com a ciência (e a consciência!) [...]. É percorrer caminhos nem sempre equipados com um mapa nas mãos, é falar e ouvir uma outra linguagem, é criar oportunidades de troca e espaço para nossos saberes e ignorância” (BOSA; 2002, p. 37).