Extranet

Para ter acesso a Intranet insira seu usuário e senha do e-mail institucional.

USUÁRIO:

Sair

 

Secretária Dalila Saldanha participa de reunião sobre implantação da BNCC

 

A secretária da Educação de Fortaleza, Dalila Saldanha, participou, nesta terça-feira (16/01), da reunião com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e o Ministério da Educação (MEC), que teve como objetivo discutir a implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que norteará a elaboração dos currículos das redes municipais, estaduais e federal de ensino. A reunião ocorreu no gabinete do secretário da Educação do Ceará, Idilvan Alencar.

Também participaram o secretário da Educação Básica (SEB)/MEC, Rossieli Soares, o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime), Aléssio Costa Lima, e o Gerente de Políticas Educacionais da Fundação Lemman, David Boyd. O Consed é presidido pelo secretário cearense, que defendeu a unificação do currículo como forma de democratizar o acesso ao ensino de qualidade.

A pauta do encontro foi a implantação da BNCC para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental. Neste sentido, a experiência desenvolvida há 10 anos no Ceará, no que diz respeito à cooperação com os municípios, por meio do Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic), servirá de referência nacional para a efetivação da Base, conforme observa Rossieli.

"A BNCC representa onde o Brasil quer que seus alunos cheguem em cada fase escolar. A experiência do Ceará inspira a Base neste aspecto, por exemplo, ao pontuar que a alfabetização tem que ser concluída até o fim do 2º ano, gerando debate muito importante para o Brasil", argumentou o secretário do MEC.

"Além de compartilhar o que pensamos, viemos aqui para aprender com a experiência do regime de colaboração com os municípios. Educação tem que estar acima de qualquer outra bandeira, assim como o Ceará tem colocado, e por isso tem tido os resultados que tem", complementou Rossieli.

Articulação

Para a secretária Dalila Saldanha, a adequação das propostas curriculares, tanto da Educação Infantil como do Ensino Fundamental, envolve processos que precisam de articulação tanto com os atores que compõem a Educação, sociedade civil organizada, órgãos envolvidos com o processo de construção dos currículos, especialistas da área, Conselhos Municipais e Estaduais de educação, órgãos do executivo como as secretarias estadual e municipal. A titular da SME destacou que contar com o apoio da Seduc, MEC e Undime nessa cooperação técnica será fundamental para os objetivos sejam atingidos no prazo determinado.

"Nosso foco principal serão os nossos professores, que precisam ter a participação ativa nesse processo, bem como envolver toda comunidade escolar. Que em 2019, o ano letivo já se inicie com todos esses currículos voltados com todas as exigências que a nova base traz e que são importantes para a formação dos nossos estudantes, envolvendo também a adequação de materiais didáticos, formação de professor, monitoramento e avaliação", pontuou. 

Dalila também enfatizou a referência do Ceará no processo de cooperação técnica com os municípios. "Assim como ocorreu no âmbito do Paic, esse processo de adequação dos currículos também será mais um sucesso que vamos poder conquistar aqui no nosso Estado, e Fortaleza, com certeza, poderá participar desse processo colaborando e também construindo novas aprendizagens e novos saberes".

Idilvan Alencar ressaltou a disponibilidade do estado do Ceará para prestar apoio aos seus municípios, com relação à implementação da BNCC. “É um desafio enorme que em janeiro de 2019 todos os municípios do país estejam com isso pronto, então, temos que começar agora. Nós, do Ceará, vamos ajudar nacionalmente, e cada município deste Estado pode contar com o nosso apoio para implantar a Base”, pontuou.

Implementação

O documento vai orientar pais e professores sobre os direitos de aprendizagem dos estudantes na educação básica, estabelecendo uma formação comum. Idilvan Alencar acredita que uma proposta unificadora para o currículo, elaborada a partir da BNCC, pode representar economia de tempo e de recursos, além de democratizar o acesso ao conhecimento. Ainda assim, lembra o secretário, o currículo não ficaria rígido, pois, conforme estipula a Base, 60% das diretrizes são de temas determinados, enquanto os 40% restantes ficam a cargo de estados e municípios, para que as especificidades de cada região sejam contempladas.

“A BNCC uniformiza os conteúdos para todos os alunos do país, sejam de escolas públicas, ou privadas. Nós apostamos na Base e defendemos a implantação com a participação de professores e diretores, pois oportuniza direitos iguais a todos. Em janeiro de 2019, teremos um novo currículo e material pedagógico novo. Muda profundamente a vida de todos os estudantes do ensino fundamental do país”, concluiu o presidente do Consed.

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) também vem participando ativamente do processo desde as primeiras discussões, como lembra o presidente da entidade, Alessio Costa. "A BNCC representa a garantia do direito à aprendizagem para a criança, seja onde for que ela resida. Uma grande conquista, no sentido de organizar as redes de ensino, foi a homologação, pelo ministro da Educação, da diretriz que determina o que a criança tem que aprender em cada uma das etapas”, explicou.

A implantação deve estar completa até início do ano letivo de 2020. De acordo com o MEC, todas as escolas e redes de ensino deverão adaptar e rever os seus currículos em 2018 para iniciar a implementação da base em 2019 e até 2020. A Pasta liberou R$ 100 milhões aos municípios, estados e Distrito Federal para auxiliar o início da implementação.

Com relação ao Ensino Médio, o documento deve ser enviado ao Conselho Nacional de Educação no primeiro semestre de 2018, de acordo com o MEC.

(Com informações do Governo do Estado)