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Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva recebe Medalha Paulo Freire durante solenidade em Brasília

 

Na foto, a diretora da Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva, Orlenilda Souza; o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima; e a professora Elaine Pessoa, também da Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva

 

A Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva, que fica na Barra do Ceará, recebeu nesta quinta-feira (23/11), em solenidade em Brasília, a Medalha Paulo Freire, uma comenda do Ministério da Educação que destaca as instituições cujos esforços promovem a universalização da alfabetização e a melhoria da qualidade da educação no Brasil. A cerimônia de entrega contou com a presença do ministro Mendonça Filho.

Em 2017, 58 trabalhos participaram da seleção e nove foram premiados. Cinco conquistaram a Medalha Paulo Freire, com representantes de Goiás, Mato Grosso, Paraná e Ceará. Os demais, do Piauí, Ceará, Roraima e Santa Catarina, receberam Menção Honrosa.  

A diretora da Escola Municipal Agostinho Moreira e Silva, Orlenilda Souza, celebrou a chance de representar a escola e os alunos. Desenvolvido pela instituição, o projeto Cultura Afro investiu no resgate da autoestima das mulheres negras da escola. A escola tem 250 alunos, de 15 a 74 anos, e o resultado da iniciativa foram adultos mais confiantes e dedicados. “Percebemos a baixa autoestima dos nossos alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e vimos que isso estava relacionado à identidade deles”, explicou a diretora. “O Cultura Afro busca fazer com que eles entendam a sua identidade negra e, dali, partam para um projeto de vida, para uma mudança de comportamento e uma nova postura diante dos desafios da nossa comunidade”.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Ivana de Siqueira, destacou o caráter desafiador da EJA, oferecida a partir dos 15 anos para o público de ensino fundamental e, para o ensino médio, a partir dos 18 anos, e falou sobre a importância de dividir essas experiências para aprimorar a Educação de Jovens e Adultos no Brasil. “Avançamos muito na educação, mas nessa área ainda temos um passado que precisa se pensar muito, refletir e avançar”, afirmou, lembrando que, no Brasil, 50 milhões de pessoas, com 15 anos ou mais, não completaram a educação básica.

Avaliação – A escolha dos trabalhos foi feita por uma comissão julgadora, que, para avaliação das experiências educacionais, visitou as instituições que executam na prática os projetos. Representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e membro da comissão, Maria Edineide Batista reforçou que a Medalha Paulo Freire é importante para vivenciar o comprometimento dos professores, assim como também dos gestores, frente a tantos desafios encontrados na EJA. “As experiências educacionais por mim visitadas estão em pé de igualdade, claro que em contextos diferentes, mas todas merecem a medalha número 1”, elogiou.

Medalha – Os autores de experiências vencedoras da edição 2017 da Medalha Paulo Freire ganham a peça em bronze. Em uma das faces aparece a imagem do educador e na outra, a frase: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. A premiação tem caráter exclusivamente cultural, o que exclui qualquer modalidade de sorteio ou pagamento aos concorrentes.

Clique aqui e confira a cobertura da cerimônia de entrega da Medalha Paulo Freire.

(Com informações do Ministério da Educação)